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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

P&C

Vou mudar o meu quarto. A mudança foi surgindo aos poucos mas agora chegamos à culminante parte de pintar paredes.
Fala-se muito do significado das cores e hoje alguém que questionou sobre as minhas escolhas: "Não achas demasiado pesado para uma rapariga da tua idade?". "Não, já há muito que cinzento é a minha cor preferida. Nem é preto, nem branco. É... cinzento.".
"Tu és triste, Joana?". Doeu. Doeu muito. Dizem que as verdades doem. Se calhar sim... Se calhar fui ficando triste. Se calhar o mundo tornou-me uma pessoa triste. Se calhar o mundo desiludiu-me tanto (está-me a desiludir tanto e cada vez mais), que me tornei uma pessoa triste. Eu não era assim... Nem o meu quarto. Antes era Laranja e Amarelo. Agora é Preto e Cinzento.

sábado, 4 de junho de 2011

Eu não era assim.

Ando farta.
Ando completamente farta de tudo, particularmente de confusões. E as confusões só existem porque há sentimentos e os sentimentos só existem porque existem pessoas. Ou seja, ando farta das pessoas. De todas as pessoas. Pareço uma tolinha do "tass bem, não me chateies".
Já me desiludi tanto com a vida (e com as pessoas) que neste momento pouco me importa se chove ou se faz sol. Só me importa que a água da chuva não me incomode e que os raios de sol não me deixem marcas. O resto pouco interesse tem. Não me lembro de ser assim, ou pelo menos de ser assim de uma forma crónica. Só espero que isto passe rápido... ou que não passe. Whatever, pouco importa também. Quero lá saber!...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Crises Existenciais XX

Quando estava em Bragança a questão do "Está tanto calor, só me apetece ir para a praia (mas aqui não há)!" era uma constante. O certo é que a vontade lá passava e eu ia estudando e fazendo o que tinha a fazer. Estou no Porto. Ou Gaia. Whatever. O que importa é que tem praia e que, desta vez, sempre que a questão surge já não há lá o "mas"... E pronto, uma pessoa não tem culpa de ter aulas secantes à tarde, não é? E tardes livres, não é? Pois está claro que não.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Crises existenciais XIX

Às vezes é preciso ouvir e eu, sinceramente, tenho saudades disso.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Crises existenciais XVIII








Mãe, pai, não vão! Por favor! Não vão! Não me deixem aqui sozinha!

domingo, 30 de janeiro de 2011

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Apelo.

Por favor levem-me para casa. Levem-me para a MINHA casa, para a MINHA cidade, para a MINHA família, para o MEU frio, para a MINHA neve. Eu só quero ir cantar os parabéns à minha prima, dar-lhe um grande beijo, ler-lhe o Conto de Natal que lhe fiz, ir ver a neve cair e brincar com ela e com o Bito, fazer um boneco de neve e depois ir-me secar à lareira.
Por favor, não mandem mais mensagens a dizer que está a nevar em Bragança. Venham-me buscar e levem-me para casa. É tudo o que quero.

sábado, 20 de novembro de 2010

Crises existenciais XIV


Os verdadeiros amigos contam-se pelos dedos da mão?
Sim, agora percebi porque é que existem pessoas manetas.



Tenho dedos? Pois, um dos muitos defeitos de fabrico...




sábado, 23 de outubro de 2010

Crises existenciais XIII






É normal uma pessoa achar que os azulejos da casa-de-banho daquela que sempre foi a sua casa estão de uma cor diferente?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Crises existenciais XII

Queres saber o que vai acontecer na história? Então sim, quer queiras quer não, vais ter de virar a página.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Crises existenciais XI


Gosto muito de ti, mas gosto mais de mim.

domingo, 19 de setembro de 2010

Crises existenciais X

-Boa noite, Porto. Até amanhã.
- Dorme bem, Joana. Amanhã será o primeiro dia do resto da tua vida.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Eis a questão.

Estão a ver aquelas criancinhas que ficam nas montras das lojas de gomas a sonhar com o dia em que poderão comprar um grande saco delas? Aquelas criancinhas que vão ao dentista e ouvem que as gomas fazem mal aos dentes mas, ainda assim, sonham com elas noite e dia... Aquelas que, um dia, arranjam o dinheiro certinho e podem, finalmente, comprar as benditas gomas mas, no momento em que estão prestes a entrar na loja, ficam com medo por causa do que o dentista disse... Estão a ver essas criancinhas?
Pronto, então, estão a ver-me a mim.
E agora? O que faz a criancinha?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Crises existenciais IX








Quanto tempo de prisão se atribui a um homicida?

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Crises existenciais VIII

Sinto-me inútil. Sinto-me horrorosa, patética e estupidamente inútil.
Cá para mim isto foi de fazer uma maratona de Saw, mas a verdade é que às vezes olho para trás para ver quando é que o "máscara de porco" me vem buscar.
Planos para a tarde? Fechar tudo e ficar assim: inutilmente inútil a fazer nada.


Game over.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Crises existenciais VII

Não vás... A sério, não vás. Fica. Eu não sou ninguém para o pedir, mas fica. Faz-me acreditar. Faz com que valha a pena o esforço, com que eu perceba o porquê das lágrimas, dos sonhos, dos devaneios. O tempo corre e eu paro a olhar para ele, a contá-lo, a marcar no calendário os dias que faltam para o grande dia. E sabes o que descubro? Que o perdi. Perdi demasiado tempo. Fugiu-me por entre os dedos, fugiu em cada pestanejar. E sabes o que percebo? Que em cada ida, em cada ausência, mais tempo perco. Não, não quero perdê-lo mais. Quero fechar os olhos e saber-te aqui, sentir-te aqui, mesmo que não estejas. Podes ir, deves ir, tens de ir, mas fica.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Crises existenciais VI


Apertava. Apertava tanto que nem falava só para não correrem aquelas que me pediam para sair. Por fim, no silencioso e refrescante calor da noite, quando já não mais suportava o sufoco, numa inspiração profunda correram, e rolaram, e caíram. Já se ouviam os grilos e a lua ia alta. Se tive medo? Não, pois nenhum mal que viesse era maior do que os que eu já carregava no meu caminho de solidão.