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sábado, 27 de agosto de 2011

D27

27 - Algo em que acreditavas, mas que deixaste de acreditar.

Nos "Contos de Fadas". Quando éramos pequeninas víamos as historinhas das princesas onde o bem vencia sempre, onde a menina pobre encontrava sempre o seu Príncipe Encantado num cavalo branco, onde eram felizes para sempre... A vida real não é assim, não mesmo. Contudo, é muito importante que os Contos de Fadas existam, pois ao menos enquanto somos pequeninos a vida parece e é, de facto, perfeita. Depois deixa de se acreditar neles, mas isso é só depois...


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

D22

22 - Algo que costumavas fazer/dizer/pensar quando eras criança.
Ai... Esta é muito difícil, porque a memória falha-me muito (e ainda só tenho 19 anos!)... Bem, eu fazer só fazia asneiras. Tirando isso, gostava muito de "fazer os trocos" na tabacaria dos meus avós (era mesmo engraçado mexer na caixa registadora, fazia-me sentir "crescida"). Dizer... Dizia "coçarão" em vez de "coração". Pensar... Ai minha nossa, eu pensava tanta coisa estúpida... Do tipo que as pedras que estavam no fundo no rio eram meninos dentro de sacos que o Salazar (um cliente do meu avô supostamente mau) deitava para lá por não comerem a sopa. Enfim, ao menos assim comia-a toda. Que inocente...

sábado, 20 de agosto de 2011

D20

20 - Os desenhos animados que mais gostas de ver.
Desde que sejam da Disney vejo tudo. Sempre venerei a Disney e tudo o que não tivesse o castelinho a reluzir eram, para mim, imitações baratas e imediatamente excluídas. No meu tempo (credo, que isto soa tão mal!) viam-se desenhos animados BONS, com qualidade, não era cá chinesada aos golpes e animais maléficos a fazer horrores. Quando muito havia o Dragon Ball para uns Caméámés e os Power Rangers para tornar a ficção mais real. Depois admiram-se, claro, que a juventude de hoje esteja com está. Parvos... Eu não me admiro nada, visto que a minha prima só conhece Winx (que até podem ser todas boas nas suas roupas reduzidas, mas têm muita feitiçaria e bruxas más lá pelo meio). Sabe lá ela a vida da Cinderela e que se não fosse deixar o sapato para trás ainda hoje lavava chão, desconhece completamente que o "mundo ideal" da Jasmim e do Aladin existe (pelo menos para eles), que às vezes os Monstros podem fazer felizes as Belas e tornar-se em príncipes, que os beijos podem salvar pessoas (que o diga a Bela Adormecida), que as Sereias existem e podem ter pernas, que o amor não escolhe raças e pode ser verdadeiro como o da Pocahontas. Isso sim eram desenhos animados. Isso são os meus desenhos animados.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Apetites (Take 11)


Juro que às vezes me apetecia desistir de tudo, do curso, da escola, das novas amizades, dos sonhos, de ser a menina de dezoito anos independente, de tudo o que consegui e construí até agora.
Só queria um autocarro, ir para casa e meter-me no meio dos meus pais como quando era pequenina...

sábado, 7 de agosto de 2010

Recordar é viver

Se a minha infância tivesse um cheiro este seria, certamente, o de pneu queimado. Digam que é horrível, que o cabelo fica empestado, que não se vê nada com o fumo, que é tão melhor um perfume caro ou o cheiro da natureza. A mim não me interessa. O cheiro de pneu queimado terá sempre um lugar muito especial no meu coração e trará sempre um sorriso à minha cara mal seja detectado.

sábado, 12 de junho de 2010

Santo António - o casamenteiro.

Durante muitos anos, ou melhor, durante toda a minha infância, na noite do dia de hoje eu colocava religiosamente um copinho com água na janela.
Lá dentro, muito bem enroladinhos, encontravam-se papéis com o nome dos meninos que eu achava que seriam "bons pretendentes". Na manhã de dia 13, mal acordava, ia ver qual era o rapaz que o Santo António escolhia para mim, ou seja, o do papelinho mais aberto (
não gozem, foi a minha avó que me ensinou isto).
Hoje não o vou fazer. Em primeiro lugar, nem sequer me lembrava, foi a minha mãe que me disse que hoje era a noite dos "papelinhos"; em segundo, deixei de acreditar nessas coisas; em terceiro, tem chovido a cântaros e da maneira que este mundo está o mais provável era de manhã não haverem nem copo nem papéis ou pela chuva ácida ou por alguma rajada mais forte que tirasse as sete vidas ao copo.
Posto isto, lisboetas, bom Santo António! O que eu dava para estar aí a cheirar o diabo dos manjericos (e a espirrar o resto da noite)!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Para todas as crianças...

... principalmente as que nasceram em 1992 e, tal como eu:

- Ainda se lembram de quanto valia a pena acordar cedo para ver desenhos animados;
- Sabem de cor pelo menos quatro canções da Disney;
- Faziam aquelas coisinhas de papel e perguntavam: "Quantos queres?";
- Cantavam as músicas das Spice Girls mas não sabiam o que estavam a dizer;
- Sabiam que a Power Ranger cor-de-rosa e o verde ainda iam acabar juntos;
- Não perdiam um episódio do Dragan Ball;
- Tiveram, pelo menos, um Tamagotchi;
- Sabiam as músicas dos Onda Choc de cor ("Ele é o reii, eiii, eiii");
- Brincavam aos Polly Poquet;
- Ainda se lembram da coreografia da Macarena;
- Gritavam "Olha os namorados, primos e casados!";

- Choraram quando o Mufasa morreu e, se for preciso, voltam a chorar se voltarem a ver o filme;
- Ainda se lembram de ver a mãe ou a avó a chorar ao ver o "Ponto de Encontro";
- Sabem que 500 escudos davam para muuuita coisa;
- Cantavam o "Bem-vindos ao mundo encantado dos brinquedos, onde há reis, princesas, dragões!" todos os Natais;
- Tomavam todas as decisões importantes com um "pim-pu-ne-ta";
- Consideravam "velha" qualquer pessoa acima dos 17 anos;
- Conheciam pelos menos uma pessoa que tinha ténis com luzinhas;
- Quando iam ao cabeleireiro, ouvia a mãe dizer que ficava lindo de "poupa";
- Queriam sempre um Push-Pop mas a mãe nunca o queria dar porque ficávamos todos "a colar";
- Levaram, pelo menos, um sermão por terem colado o "pega-monstros" ao tecto da cozinha;
- Trocavam "tazzos" e "matutolas";

- Viam o Zig-Zag e o Buereré;
- Respondias aos insultos com "Quem o diz é quem o é!";
- Lembram-se de ver os Simpsons e não perceber porque é que, sendo desenhos animados, não tinham graça nenhuma;
- Tinham uma daquelas imitações da PlayStation que davam para jogar ao Tiro aos Pratos;
- Consideravam o Baby Born que fazia xixi uma cena tecnologicamente muito, muito, muito avançada;
- Liam a Turma da Mónica antes de ir para a praia.


Podem dizer que, com 18 anos, já não somos crianças, mas cada vez que confirmo que ainda me lembro de tudo isto, recuso-me a dizer que não sou criança!

Sou criança sim e hei-de comemorar sempre este meu dia!

domingo, 14 de março de 2010

Ó tempo, volta para trás!...

Sinto-me mal. Acordei e, no meio da revisão de tudo o que tinha de fazer hoje e nos próximos dias, apercebi-me que faltam apenas duas semana para acabar o período. DUAS! Foi então que o pânico se instalou na minha cabeça... Sinto que o tempo está cada vez a passar mais rápido e eu a ser cada vez menos capaz de o acompanhar. Sim, porque acaba o segundo período, as férias mal se vêem, vem o terceiro, chegam os exames sem avisar e depois? Depois é colocações, é adaptações a novos mundos, é choradeiras de meia-noite... Estou assustada, se estou!... Está tudo a passar de uma forma louca, à velocidade da luz! Ainda ontem eu brincava com bonecas e amanhã estou a sair de casa. Se sofro por antecipação? Sim, muito. A ideia de ficar sozinha assusta-me, o passar do tempo assusta-me. E sabem o que é pior? É que eu estou aqui com as minhas crises e o mundo não pára, o tempo continua a passar e hoje está um lindo dia de sol. Pena que só seja lá fora e que eu não o possa ir aproveitar...

terça-feira, 9 de março de 2010

Quem te viu e quem te vê!

Se olhar para trás acho que já não reconheço a rapariga que quer chovesse, quer fizesse sol, calçava única e exclusivamente sapatilhas, que não vestia outras calças se não aquelas que fossem (muito) "à boca-de-sino", que adorava tudo o que era roupa desportiva e que se recusava vivamente a vestir uma saia, um vestido, e usar qualquer coisinha mais "chique" a não ser em festas de família. E muito menos reconheço uma doida que me aparece nos álbuns de fotografias com o cabelo espetado, comprido no fundo e uma madeixa azul. Parece impossível... O que eu mudei!
Mudei tanto que tudo o que sejam calças largas no fundo me deixam incomodada (principalmente nos dias de vento). Mudei tanto que nem nos dias em que tenho Educação Física ando de fato-de-treino na escola. Mudei tanto que o meu stock de roupa de Inverno era abundantemente constituído por vestidos e a restante roupa que tenho é a dita "básica", sem grandes floreados. Mudei tanto que as minhas sapatilhas praticamente não têm saído da sapateira (ao contrário das botas) e agora que o tempo começa a melhorar tenho uma certa dificuldade em escolher o que calçar de manhã. Mudei tanto que acabei de comprar uns sapatos de salto alto lindíssimos!
E sabem que mais? Gosto imenso desta mudança! Gosto de me sentir bem comigo, de me preocupar primeiro comigo, gosto de me sentir eu, de ver que a menina que fui foi crescendo e que aos pouquinhos se está a tornar numa "mulher"...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A Princesa e o Sapo

Sempre fui fã incondicional da Disney. Para mim, tudo o que fossem desenhos animados que não tivessem lá o castelo a brilhar eram "falsos".
Passados tantos anos, continuo a adorar a bonecada e, como é óbvio, não podia perder o filme que veio trazer aos ecrãs uma nova princesa (que até faz "pocinhas" como eu, eheh).
Está fenomenal. Ri, ri, ri e chorei a rir. Foi tão bom sentir que a criança que tenho em mim continua viva e de boa saúde!
Quanto a sapos, beijos, feitiços, e príncipes encantados, opá... Eu até podia pedir muito à Evangeline, ou andar aí a distribuir beijos para ver se acertava e encontrava o meu, mas vou esperar. Pode ser que apareça com um cinco de copas na mão... ;)

domingo, 3 de janeiro de 2010

Quem sou eu?

Em pequena, os meus pais chamavam-me "Princesa". E era-o, mais que não fosse por viver num palácio.

É mesmo verdade, o prédio onde morava na altura chamava-se “Palácio Avenida”. Como todas as princesas, tive uma infância alegre e muito mimada (era a única criança da família e assim permaneci até aos doze anos, altura em que nasceu a minha prima). Na escola, tinha as amiguinhas e, ao fim-de-semana, como todas as princesas, ia para o bosque brincar com os animais. Tinha até um “mémé” a quem dava o biberão e com o qual brincava à volta da mesa.

Depois, fui para o colégio e fui crescendo. Os ambientes e situações foram sendo diferentes ao longo dos anos e surgiram algumas guerras no meu reino, mas as fadas-madrinhas estiveram e estão sempre presentes para me ajudar a ultrapassar os problemas.

Hoje, encontro-me no derradeiro ano de princesa, pois no próximo serrei tratada por “bicho”, andarei toda suja a rolar pelo chão e estarei longe do meu confortável palácio.

Talvez a minha história não seja um conto de fadas, nem eu uma princesa, mas tudo farei para continuar a pensar assim e, quem sabe, se um dia não chegarei a ser rainha…


(2009-10-14, Trabalho de Português)