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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

"António e Cleópatra" e "Romeu e Julieta" são hoje um "Sonho de uma Noite de Verão"

Há coisas que fazemos na vida que nos dão prazer, que nos preenchem, que nos marcam e que quando não as temos nos enchem de saudade e até de um vazio. Essa coisa para mim é o Teatro. Não é que eu seja grande coisa como actriz, ou que possa até designar-me como tal, mas fiz teatro na escola durante três anos. A minha noite foi dedicada a ver peças (sim, ainda não dormi) e só não as vejo todas porque o sol já raia lá fora... É tão bom reviver isto, porque revivo sim. Porque me apercebo que ainda sei os textos de cor, que ainda sinto o que as personagens sentiam, que ainda vivo a emoção de quem está em cima do palco - mesmo estando deitada na cama a olhar para o computador. O Teatro é muito mais do que um simples espectáculo. O Teatro são as pessoas, as luzes, o som. É o pano vermelho que corre, as luzes dos camarins, os espelhos e os televisores para a sala. São os ensaios, os meses e meses de ensaios para aquela noite. São os enganos, o improviso, o pânico, o medo, a adrenalina e a recompensa, a satisfação. É o guarda-roupa, o cenário e a encenação. Teatro é um mundo, ou pelo menos foi o meu mundo durante aqueles três anos. Hoje, é uma recordação boa, tão boa que me dá uma saudade enorme que grita pela lágrima que me espreita no canto do olho ao ver fotografias, ao olhar para os cartazes assinados, ao ver estes vídeos, ao me arrepiar no final quando oiço o meu nome e os aplausos. Só o entrar no TMB já me cria um aperto na garganta e uma enorme vontade de voltar a pisar o palco. E é tudo isto que me dá um enorme orgulho e a certeza de que o fim desta etapa não foi um Adeus ao Teatro, mas sim um Até Sempre!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Preço da Fama...

Depois de ver a minha figura em cartazes, folhetos e até a passar de 5 em 5 minutos no ecrã luminoso da nossa Sá Carneiro, eis que chega a hora da "TV".
É de morte a minha cara, de suicídio a minha voz, mas estou na LocalVisão TV. (Cleópatra, a quanto obrigas!)

P.S.- Até já dei um autógrafo! Ahahah

domingo, 16 de maio de 2010

Fui Cleópatra!

O cansaço é enorme, mas é aquele cansaço bom, que sabe bem partilhar.
Esta semana foi de doidos! Foi o limite do impensável, foi o apenas acordar para tomar a medicação e voltar a adormecer com mais umas drogas no corpo, foi o desesperar pelo dia que há tanto esperava: a grande estreia! Apesar da dor na garganta, do nariz entupido, de todo o resto, fui Cleópatra de alma e coração! E tão bem que soube, tão bom que foi pisar aquele palco com a emoção da desgraça do ensaio geral, com a consciência de que nem tudo corria como devia, mas corria, e eu, apesar de tudo, consegui estar lá. Pesava-me a voz que me dizia "É o teu último ano...", mas elevava-me a que gritava "Força, vais conseguir!".
Grande teatro! Grande equipa do TMB! Grande encenadora! Grande guarda-roupa! Grandes actores! Grande público! Grande noite!

Sabe bem ir dormir assim, mesmo sabendo que às oito o despertador toca para tomar o antibiótico...

sábado, 15 de maio de 2010

Frases feitas III

Dizem que dá sorte... Esperemos que sim, porque é mesmo precisa (já que o azar tem reinado por estes palcos...).

terça-feira, 11 de maio de 2010

Placebo, muuito placebo!...

- Faringite em estado avançado. Incomoda-te, dói-te o corpo, só te apetece estar sossegadinha na cama, não é?
- Exacto, doutor.
- Mas precisamos de um tratamento de choque porque ela vai ter a estreia da peça no Sábado...
- Ai sim? Então qual é a peça?
- "António e Cleópatra".
- E fazes de quê?
- Cleópatra...
- Então temos de te por boa! Tens de tomar a medicação certinha, beber muitos líquidos e não esforçar muito até lá.
- Esperemos que resulte...
- Tem de resultar, uma actriz tem de superar essas coisas!


(...)


- Estou, stora, é para lhe dizer que não vou ao ensaio. Estou com uma Faringite...
- (Silêncio) O quê???

Estou doente e melancóóólica.....

Faltam quatro dias e estou mesmo doente. O meu corpo dói, a minha cara mete medo, a garganta dói ainda mais, o nariz está em ferida de eu tanto querer respirar e não conseguir e os ouvidos pouco ouvem. Será praga? Talvez, no Egipto haviam muitas...
O certo é que estou doente e tudo o que quero são rápidas, mu
ito rápidas melhoras!...
(Faltei às aulas. Dá para entender a gravidade do meu estado?)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Aaaahhhh... Já passou.

Podia ser um ataque da minha queria Cléo, mas foi tudo menos encenado!
Apetecia-me um gelado, queria mesmo experimentar o Magnum Gold. Posso até dizer que só sai de casa para ir comer um gelado! Fui a um cafezito ali no centro da cidade e, enquanto os restantes escolhiam o que queriam e não, qual não é o meu espanto quando vejo isto no vidro do café:O cartaz do MEU Teatro! Morri vinte vezes e voltei a viver outras tantas. Não, não estava psicologicamente preparada para ver a minha cara aí pela rua...
Mas o pior nem foi isso! Foi mesmo o meu querido papá dizer à senhora do café que merecíamos um desconto porque a rapariga que estava a pedir os gelados (eu, entenda-se) estava ali no cartaz. E pronto, ao "Faça favor, Cleópatra", "Então a experiência é assim... Olha, tu és a Cleópatra!", junta-se o "Ah... Pois é ela, é...".


P.S.- Sobrevivi, apesar de não haver Magnum Gold e ter de me ficar pelo habitual de Amêndoas...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Brufen, JÁ!

Não há nada pior para uma pessoa que tenha a voz como seu "instrumento de trabalho" do que ficar, de repente, com uma dor de garganta.
A Joana-adolescente-normal pouco se importaria com tal, mas a Joana-pseudo-actriz está deveras preocupada! Dói-me imenso a garganta, acho que está mesmo inflamada... Temo o pior, sim, porque a Estreia está aí não tarda e aproximam-se tempos conturbados: alterações climáticas, o meu Benfica a ser campeão, SABs e afins...

Mas para grandes males, grandes remédios. Está a atacar!!!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O outro lado do pano

Até há três anos atrás, o Teatro não me dizia nada, ou muito pouco. Até há três anos atrás, o Teatro da Escola estava no fundo da lista das coisas que eu tinha como necessárias para a minha realização pessoal. Há três anos atrás, fiz o meu primeiro papel no Grupo de Teatro da ESAB. Hoje, não vivo sem o Teatro.
No 9º ano, fiz uma visita guiada ao TMB e fiquei fascinada. No ano seguinte, estreei-me com uma mera frase monocórdica e um rodar de saias. No 11º já tinha nome: Helena. Tinha um amado, tinha uma vida, tinha problemas, tinha um personagem a construir; era a desgraçada! Agora, no meu último ano do secundário, subi mais um degrau nesta escada e enfrento o maior desafio que alguma vez poderia ter. Cleópatra, conhecem? É verdade. Até ao início deste ano lectivo, quando ouvia este nome, vinha-me logo à memória uma frase que, um dia, li num livro: "Era uma badalhoca, roubava-nos os homens bons todos!". Hoje, surgem-me muitas mais, sinal que o guião já vai meio encaminhado.
Este paleio todo, que não interessa a ninguém, só para dizer que me sinto realizada neste aspecto tão importante da minha vida. Não totalmente, pois isso é sentimento para o ligar das luzes e soar dos aplausos, mas sinto a evolução que sofri, o que é bom, e, sobretudo, sinto que cresci.
Adoro representar, dá-me um gozo tremendo estar em cima do palco. Estou completamente ansiosa, receosa e nervosa com a chegada da estreia. Mas também estou extremamente motivada e cheia de vontade de subir ao palco e dar tudo para que "António e Cleópatra" seja o maior sucesso de todos os tempos!

"Aqui vou amante, que a coragem prove agora o meu direito a tal nome!"