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sábado, 31 de dezembro de 2011

doismiledoze








Não serei melhor nem pior, mas certamente também não serei igual.








domingo, 16 de outubro de 2011

Em tempos de "crise"...

"Então, e o senhor Reitor nunca foi praxado? Nunca sentiu na pele o escorrer do suor dum final de dia de praxe? Não me diga que nunca lhe deram um berro… Pois, grande sorte a sua! Menos sorte tive eu… E, era bem pequena. Foi a minha mãe. Não! Foi o meu pai. Bem, para dizer a verdade, não me lembro bem. Ralhavam comigo só porque fazia asneiras ou só porque não lhes obedecia. Pais maus, os meus!

Numa coisa tenho que concordar consigo, senhor Reitor, há por aí pessoas a quem não se lhes devia dar, sequer, o direito de gritar de tão agudas que as suas vozes são. Essa, sim! Essa é a verdadeira tortura!

Mais lhe digo, malditas as flexões que fiz durante as aulas de educação física! Então não é que, as danadas, me ajudaram a fazer todas as que os meus engenheiros me mandaram fazer durante as praxes… Malditas! Malditas! Malditas! Não sei se sou a mesma depois disso...

Para que raio servem as praxes? Sim, senhor Reitor, para que raio servem as praxes? Tortura pura! Tortura imposta por uns quantos energúmenos que, só por terem mais matrículas do que os caloiros se acham superiores. Malvados! Só porque têm mais experiência, mais sabedoria, melhor conhecimento acerca das pedras desse caminho, a que se dá o nome de percurso académico, acham-se superiores… Malvados! Pois é, constou-me que, esses animais que andam por aí a praxar são capazes de coisas como colocar os caloiros em fila, dar-lhes a perceber que a vida é feita de hierarquias que às vezes os obrigam a engolir sapos, calar, olhar para o chão e não ter possibilidade de sair quando, na verdade, seria essa a sua vontade. Então, e quando os colocam a cantar em coro o hino de curso? Conseguem ser tão chatos que, mesmo quando já os caloiros o sabem de cor e salteado, são capazes de os obrigar a treinar outra vez. Estava a ver se me ocorria o nome a que se chama isso… Já sei! Persistência e perfecionismo. Malvados! Isso não se ensina a ninguém…

Continuo sem perceber para que servem as praxes… Os caloiros nem sequer se podem rir. Vá, se calhar podem. Riem-se e, lá são outra vez repreendidos. Eu, que sou eu, acho bem! É para aprenderem que, quando o assunto é sério, não se brinca. E, sejamos francos, o estudo é um caso sério. Para dizer a verdade, e aqui que ninguém nos ouve, o que mais falta neste país são pessoas assim. Pessoas incapazes de perceber que há situações na vida com as quais não se deve brincar, nem mesmo quando se está a brincar. Até para brincar, às vezes, é preciso ser-se sério.

Mas continuando com a temática em questão, para que servem as praxes, senhor Reitor? Não me explica? De verdade, sei pouco dessas coisas… até porque, só cheguei a cardeal. Calma! Calma! Calma! Pode parar já por aí. Não lhe admito que faça juízos de valor sobre a minha pessoa. Afinal de contas, o senhor não me conhece. Cheguei a cardeal porque sim. Do alto do seu cargo, já devia saber que vidas são vidas e que, as vidas não são todas iguais. De pessoa para pessoa, não acha que fazer pré-julgamento e preconceito está fora de moda? Valham-nos os praxantes e praxados de Design, Markting e Moda nesta questão! Ou serão os de Sociologia? Olhe, chame-se uns de Engenharia para ver se dão saída ao projecto destes Arquitetos. Mas, esteja descansado… Se alguém houver que não entenda esta língua, que os praxantes usam, temos sempre os caloiros de Línguas para nos safar. E, se não, nada que um de Enfermagem, em conjunto com um de Medicina, não esteja capaz de tratar. No final, o que tem que reinar é paz na academia.

O que os praxantes, no fundo, tentam retratar é o mundo cão que está para lá dos limites da nossa tão estimada academia. E, acautele-se, senhor Reitor, porque dias piores virão e, não falo de praxes. Falo-lhe do estado da economia mundial. Isto está negro. Tão negro quanto as capas que trajam os seus alunos. Esses alunos, digo, animais, que pagam propinas a cada ano que passa.

Temos que ser duros, senhor Reitor! Temos que ser duros… Diga-me, sinceramente, quem vai preparar estes jovens para os tempos que se avizinham? Os professores? Os pais, que teimam em levantar as suas vozes contra esses animais que praxam os seus filhos? Afinal, quem vai preparar os jovens para não caírem em estado depressivo de cada vez que lhe forem fechadas portas? Quem os prepara para a falta de auto-estima, de que vão sofrer, quando se aperceberem que um novo tipo de escravidão está por aí a instalar-se? Diga-me, senhor Reitor! Diga-me!

Está na praxe quem quer. Ninguém é obrigado a estar na praxe. Mas, também lhe digo, só saberá o quão interessante é passar por essa experiência quem, de facto, por ela passar.

Antes de terminar, senhor Reitor, deixe-me dizer-lhe o que eu apreendi ser a praxe. Praxe é uma forma de criar laços e de integração – que, quer se queira quer não, em cursos com elevado número de alunos a cada ano – ou vagas –, adicionando todos os outros que estão dispersos pelos anos seguintes, é complicado. Na praxe aprende-se a não desistir à primeira dificuldade, aprende-se a ser persistente, aprende-se a ser assertivo, aprende-se a cooperar, aprende-se a respeitar, aprende-se um conjunto de coisas que só com o decorrer de uma vida teríamos possibilidade de aprender, caso não passássemos por esta etapa. Praxantes há que, fazem questão de que os caloiros se dediquem a relembrar conceitos que, até então estavam guardados no baú de memórias que, lhes serão necessários no decorrer dos seus percursos académicos. Mas, mais do que tudo, a praxe serve para aprender a errar. E, com os erros aprende-se muito, senhor Reitor.

Senhor Reitor, a praxe serve para que os pais aprendam que os seus filhos já têm idade para levar pancada da vida, sem que eles tenham que sair em sua defesa. A praxe serve para que os caloiros sejam capazes de se desenvencilhar das mais diversas situações. A praxe serve para criar ratos. E, digo ratos no sentido de esperteza. Sabe, senhor Reitor, por mais que a escola nos ensine – e, ensina, com toda a certeza –, nada nos prepara melhor do que a escola da vida. E, veja lá que, a essa, nem sequer é preciso pagar propinas.

Nota final para descansar os pais mais preocupados: Ando na vida académica há 8 anos – não são meia dúzia de meses – e, NUNCA mas NUNCA ninguém me obrigou – ou eu obriguei enquanto praxante – ninguém a fumar ou a beber. Posso até garantir-lhes que quando saía à noite e os meus colegas me diziam para beber um copo, nunca o bebi. E, sabem porquê? Porque não bebo. Nunca me deixei levar por isso. Sabem porquê? Porque tenho as minhas convicções. Mas, isso, não se aprende na praxe. Revejam-se os valores familiares."


P.S. -Este texto é uma "nota" deixada no Facebook de alguém chamado Tátia Mano, que sendo para mim um achado merece ser partilhado por tanto que diz e porque concordo absolutamente com ele.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Porquês (Take11)

Porque é que alguém vai fazer Fisioterapia?














Porque foi atropelado por ele próprio!

Moral: Nunca conduzam com a porta aberta.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

"Ainda vais a tempo de ir para Medicina"

Não, não vou. Não vou porque não quero e ponto! Talvez um dia, quem sabe. Agora não! Lamento que a cara das pessoas seja de "Coitada, vai para o desemprego..." quando digo que estou em Fisioterapia. Sim, foi primeira opção, porque Medicina não me quis. Melhor assim, porque gosto do que faço e agora quem não a quer sou eu. "O problema é esse, é que depois as pessoas gostam, mas ainda vais a tempo." E isso é problema?! Isso devia ser a salvação! O que falta para aí é pessoas que não gostam do que fazem (e por isso, diga-se, são maus profissionais). Se tiver de ficar fora de Bragança, fico! Se tiver de ir para fora do Porto, vou! Se tiver de sair de Portugal, saio! Se um dia calhar e achar que devo fazer Medicina pois então aí farei. Estou em Fisioterapia porque quero, porque gosto e vou lutar pelo meu curso. As pessoas têm é de se desacomodar e batalhar pelo que querem, não simplesmente ir pelo que a sociedade quer e diz ser melhor. Nós também temos quereres, bolas! E devemos a nós próprios e ao mundo sentirmo-nos realizados! Se isto não fosse verdade e eu achasse que não valia a pena não ia amanhã para uma clínica, às nove da manhã (sim, ainda estou de férias), só para ver um caso de uma criança com paralisia cerebral (não, ainda não dei neurologia) simplesmente porque sim, porque quis fazer um pequeno estágio de observação por mim, para mim, para ver, contactar e, de certa forma, sentir na pele aquilo que um dia foi a minha escolha e no futuro será a minha vida. Desculpem se vivo num mundo "ideal"...

domingo, 4 de setembro de 2011

"Não foi uma grande participação no atletismo..."

Foi com estas palavras que acabou o telejornal da noite. São palavras tipo estas que me irritam profundamente! Eu não percebo muito de desporto, sou uma mera espectadora e foi como espectadora que assisti a diversas provas deste mundial de atletismo em Daegu. Foi também como mera espectadora que sorria ao ver os nossos portugueses fazer boas marcas e sorrir no fim, ao contrário de muitos que nem um sorriso esboçavam de prazer ou felicidade pelo que faziam. "Nós" não, nas diversas modalidades mostrávamos garra, optimismo, determinação, prazer e orgulho pelo que estava a ser feito. E depois vêm-me cá dizer que "não foi uma grande participação no atletismo"? Foi mau, queres ver?! Ficar em 5º num mundial não é só "não chegar às medalhas" como dizia o jornalista, lamento. Ficar em 5º não é o mesmo que ficar em 10º, não me lixem! Ficar em 5º é estar quase lá. Ficar em 5º com uma marca conseguida no 1º ensaio não deve ser assim tão mau (digo eu, na minha inocência). E o percurso para trás? As qualificações, as lesões, as condicionantes, o apoio de todo um país? Pois, se calhar o problema está aí... Não há um árbitro para culpar aqui. Nem que houvesse, o Zé Povinho estava mais preocupado com os milionários do futebol do que com aqueles que levam constantemente o nosso nome ao mundo. E quem diz o atletismo diz outro desporto qualquer. Porque desporto, meus caros, é muito mais do que futebol. Sorry.

domingo, 21 de agosto de 2011

D21

21 - Um ídolo, justifica.

Nunca gostei muito desta coisa dos "ídolos". Faz-me lembrar aquelas malucas que ficam acampadas dias e dias antes dos concertos só para arranjarem lugar na primeira fila, ou as que dizem que nunca mais se lavam porque o "ídolo" lhes tocou. Na... Não tenho, nem gosto disso.


sábado, 6 de agosto de 2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

aquelediaparvodesignadodosnamorados

Dia dos namorados? Que é isso? Se de facto forem "namorados", ou seja: "aqueles que sentem amores ou corresponde a amores", não precisam de um dia para eles, visto que todos os dias são deles, pois estão juntos. Boa?

sábado, 9 de outubro de 2010

Estamos no início do mês de Outubro...





... e eu já vi uma Árvore de Natal num centro comercial. Quer dizer... "um bocadinho de por favor"!
É por isso que depois já ninguém dá o devido valor a uma época tão bonita... ENFIM!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Porquês (Take10)

Porque é que o ser humano tem ciúmes, inveja e essas coisas feias todas, sempre e em todo o lado?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Estás interessado(a)?

Quando eu achei que já tinha visto tudo o que de mais degradante o mundo tinha para oferecer eis que, numa visita ao meu antiquíssimo Hi5, me surge esta pergunta na página inicial. A acompanhá-la estava a descrição do rapaz que aparecia na foto com a língua de fora e a piscar os olhos que, por ser chinês, já bem fechados estavam: SKrab - 21, Masculino, Solteiro. "hi5 Namoro. Conhece e encontra as pessoas mais quentes" e três botões: Sim, Não, Namora agora!.
Oh meu Deus, onde este mundo chegou! Se eu quisesse desesperadamente conhecer alguém para possíveis "namoros", opá... sair à noite? Bares, discotecas, meter conversa, não? De todo não era pela Internet! "Namora agora!"... Juro que estive tentada a carregar, pois gostava de saber como é que uma pessoa consegue namorar com outra pelo computador.
Enfim, isto, definitivamente, está cada vez pior...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Calem as Vuvuzelas!!!

Eu sei que ter uma Vuvuzela é uma coisa muito fashion e super na moda, mas acreditem que para quem quer estudar não há nada mais irritante do que aquele grunhido a entrar pela janela!
Pior que isso é ter vizinhos (que ainda não descobri quem são, mas vou descobrir) a tocar aquela porcaria a toda a hora e minuto! Já para não falar do fantástico que é estar a fazer o Exame Nacional de Português e ter as maravilhosas cornetas a uivar lá fora de quando em quando.

Por favor, vão zurrar para outro lado!...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Para todas as crianças...

... principalmente as que nasceram em 1992 e, tal como eu:

- Ainda se lembram de quanto valia a pena acordar cedo para ver desenhos animados;
- Sabem de cor pelo menos quatro canções da Disney;
- Faziam aquelas coisinhas de papel e perguntavam: "Quantos queres?";
- Cantavam as músicas das Spice Girls mas não sabiam o que estavam a dizer;
- Sabiam que a Power Ranger cor-de-rosa e o verde ainda iam acabar juntos;
- Não perdiam um episódio do Dragan Ball;
- Tiveram, pelo menos, um Tamagotchi;
- Sabiam as músicas dos Onda Choc de cor ("Ele é o reii, eiii, eiii");
- Brincavam aos Polly Poquet;
- Ainda se lembram da coreografia da Macarena;
- Gritavam "Olha os namorados, primos e casados!";

- Choraram quando o Mufasa morreu e, se for preciso, voltam a chorar se voltarem a ver o filme;
- Ainda se lembram de ver a mãe ou a avó a chorar ao ver o "Ponto de Encontro";
- Sabem que 500 escudos davam para muuuita coisa;
- Cantavam o "Bem-vindos ao mundo encantado dos brinquedos, onde há reis, princesas, dragões!" todos os Natais;
- Tomavam todas as decisões importantes com um "pim-pu-ne-ta";
- Consideravam "velha" qualquer pessoa acima dos 17 anos;
- Conheciam pelos menos uma pessoa que tinha ténis com luzinhas;
- Quando iam ao cabeleireiro, ouvia a mãe dizer que ficava lindo de "poupa";
- Queriam sempre um Push-Pop mas a mãe nunca o queria dar porque ficávamos todos "a colar";
- Levaram, pelo menos, um sermão por terem colado o "pega-monstros" ao tecto da cozinha;
- Trocavam "tazzos" e "matutolas";

- Viam o Zig-Zag e o Buereré;
- Respondias aos insultos com "Quem o diz é quem o é!";
- Lembram-se de ver os Simpsons e não perceber porque é que, sendo desenhos animados, não tinham graça nenhuma;
- Tinham uma daquelas imitações da PlayStation que davam para jogar ao Tiro aos Pratos;
- Consideravam o Baby Born que fazia xixi uma cena tecnologicamente muito, muito, muito avançada;
- Liam a Turma da Mónica antes de ir para a praia.


Podem dizer que, com 18 anos, já não somos crianças, mas cada vez que confirmo que ainda me lembro de tudo isto, recuso-me a dizer que não sou criança!

Sou criança sim e hei-de comemorar sempre este meu dia!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ídolomania

Acabou hoje mais uma edição dos Ídolos e, obviamente, eu tinha que falar do veredicto. Ganhou, para mim, o verdadeiro Ídolo.
Quem começou a ler este post já deve estar a pensar: "Mais uma pita com as hormonas aos saltos por causa dos olhos do rapaz". Não é bem assim... Uma pessoa que carregue um título desta envergadura tem que ter muito mais do que uma boa voz e uma boa aparência. Um "ídolo" deve ser um exemplo, pois todos sabemos que a garotada dos nossos dias gosta é de imitar o que vê na TV. Desta feita, ter este cargo tem uma responsabilidade ainda mais acrescida. Mas é exactamente por isso que eu afirmo a pés juntos que não havia melhor pessoa para vencer este programa. É comovente a forma como um rapaz de 21 anos encara a vida, a forma como respeita e trata a família, pilar de todo o resto. O Filipe Pinto mostrou ser muito mais do que uma boa voz. Mostrou ser um bom rapaz, um bom jovem, um bom filho, um bom amigo, um bom ser humano, coisas que nos dias que correm não são fáceis de encontrar. Sem falar numa garra, uma força e uma forma de cantar incríveis.
Pode haver quem não concorde com este parecer, mas o blogue é meu, votei a semana inteira, gosto de ouvir o Filipe, admiro-o como pessoa, e por isso este post é dedicado a ele, o novo "Ídolo de Portugal".