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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Mais um...


"Não esperes por mim."
Não liguei,
não quis saber e, pela primeira vez,
fui contra o que querias.
Esperei...
Dias e dias passaram.
Horas, minutos e segundo em que
entre fotos e vídeos e filmes e canções
guardei, relembrei, senti e chorei emoções.
Sim, esperei.
Se fiz bem, não sei...
Um dia o saberei,
quando fores tu a esperar por mim.
Joana Seca
01/09/2011

P.S. - O meu blogue de poesia vai "fechar portas", pois está a ganhar poeira. Desta feita, a seu tempo, os poemas que lá tenho virão todos para aqui.

Acontece-me

Às vezes, quando estou deitada, entrelaço as mãos. Sabe-me bem, antes de dormir, sentir o meu peso sobre o braço e as mãos entrelaçadas. Faz-me sonhar realidades antigas...
Dizem que quando não desistimos de algo é porque, de alguma forma, ainda queremos acreditar. Talvez sim. Talvez não...
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente.
E sem desassossegos grandes.
(Fernando Pessoa)