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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Reflexão sobre a Religião

O ser humano, por mais que o tente negar, não se pode reger só pela ciência, porque ele próprio é muito mais do que isso e nem a própria ciência consegue explicar o Homem na sua integridade.
Não, a ciência e a religião não se contradizem: complementam-se. Que tese explica o que existia antes do Big Bang, o motivo pelo qual este ocorreu e o destino do Universo? Nenhuma que venha nos manuais escolares. No entanto, quem é crente acredita que houve um Deus que originou o mundo. Talvez tenha sido esse Deus a colocar as quantidades certas dos condimentos necessários para o “Caldo Primordial”, talvez tenha sido Ele a dar o empurrãozinho ao macaco para se tornar bípede. E digo “talvez” porque não existem certezas, mas há uma coisa que torna tudo isto possível, seja qual for a religião: a fé. É na fé que vivem os crentes. É esta convicção que lhes permite ter um olhar diferente sobre o mundo, perceber o que, possivelmente, nenhuma ciência conseguirá vir algum dia explicar.
É claro que há sempre vozes opostas que praguejam contra tudo isto, alegando que se existisse mesmo um Deus verdadeiro, jamais o mundo estaria como está, nunca o Homem seria tão imperfeito.
Sendo nós cristãos, acreditando nós num Deus que nos ama, devemos lembrar-nos que Ele nos deu liberdade e que cada um de nós pode fazer dela o que quiser. Se hoje há guerras, mortes e destruição, tal não se deve ao desleixo de Deus, mas, sim, do Homem!
É urgente que se viva mais a Religião, pois, como diz Salíngaros, esta permite um “contrapeso ao lado destrutivo da natureza humana”. Vejam os telejornais, leiam as notícias. Face ao desmoronamento da humanidade que se verifica diariamente, não será mesmo disto que estamos a precisar?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O outro lado do pano

Até há três anos atrás, o Teatro não me dizia nada, ou muito pouco. Até há três anos atrás, o Teatro da Escola estava no fundo da lista das coisas que eu tinha como necessárias para a minha realização pessoal. Há três anos atrás, fiz o meu primeiro papel no Grupo de Teatro da ESAB. Hoje, não vivo sem o Teatro.
No 9º ano, fiz uma visita guiada ao TMB e fiquei fascinada. No ano seguinte, estreei-me com uma mera frase monocórdica e um rodar de saias. No 11º já tinha nome: Helena. Tinha um amado, tinha uma vida, tinha problemas, tinha um personagem a construir; era a desgraçada! Agora, no meu último ano do secundário, subi mais um degrau nesta escada e enfrento o maior desafio que alguma vez poderia ter. Cleópatra, conhecem? É verdade. Até ao início deste ano lectivo, quando ouvia este nome, vinha-me logo à memória uma frase que, um dia, li num livro: "Era uma badalhoca, roubava-nos os homens bons todos!". Hoje, surgem-me muitas mais, sinal que o guião já vai meio encaminhado.
Este paleio todo, que não interessa a ninguém, só para dizer que me sinto realizada neste aspecto tão importante da minha vida. Não totalmente, pois isso é sentimento para o ligar das luzes e soar dos aplausos, mas sinto a evolução que sofri, o que é bom, e, sobretudo, sinto que cresci.
Adoro representar, dá-me um gozo tremendo estar em cima do palco. Estou completamente ansiosa, receosa e nervosa com a chegada da estreia. Mas também estou extremamente motivada e cheia de vontade de subir ao palco e dar tudo para que "António e Cleópatra" seja o maior sucesso de todos os tempos!

"Aqui vou amante, que a coragem prove agora o meu direito a tal nome!"

domingo, 3 de janeiro de 2010

Quem sou eu?

Em pequena, os meus pais chamavam-me "Princesa". E era-o, mais que não fosse por viver num palácio.

É mesmo verdade, o prédio onde morava na altura chamava-se “Palácio Avenida”. Como todas as princesas, tive uma infância alegre e muito mimada (era a única criança da família e assim permaneci até aos doze anos, altura em que nasceu a minha prima). Na escola, tinha as amiguinhas e, ao fim-de-semana, como todas as princesas, ia para o bosque brincar com os animais. Tinha até um “mémé” a quem dava o biberão e com o qual brincava à volta da mesa.

Depois, fui para o colégio e fui crescendo. Os ambientes e situações foram sendo diferentes ao longo dos anos e surgiram algumas guerras no meu reino, mas as fadas-madrinhas estiveram e estão sempre presentes para me ajudar a ultrapassar os problemas.

Hoje, encontro-me no derradeiro ano de princesa, pois no próximo serrei tratada por “bicho”, andarei toda suja a rolar pelo chão e estarei longe do meu confortável palácio.

Talvez a minha história não seja um conto de fadas, nem eu uma princesa, mas tudo farei para continuar a pensar assim e, quem sabe, se um dia não chegarei a ser rainha…


(2009-10-14, Trabalho de Português)