quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Acontece-me

Às vezes, quando estou deitada, entrelaço as mãos. Sabe-me bem, antes de dormir, sentir o meu peso sobre o braço e as mãos entrelaçadas. Faz-me sonhar realidades antigas...
Dizem que quando não desistimos de algo é porque, de alguma forma, ainda queremos acreditar. Talvez sim. Talvez não...
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente.
E sem desassossegos grandes.
(Fernando Pessoa)

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