quinta-feira, 29 de julho de 2010

Crises existenciais VI


Apertava. Apertava tanto que nem falava só para não correrem aquelas que me pediam para sair. Por fim, no silencioso e refrescante calor da noite, quando já não mais suportava o sufoco, numa inspiração profunda correram, e rolaram, e caíram. Já se ouviam os grilos e a lua ia alta. Se tive medo? Não, pois nenhum mal que viesse era maior do que os que eu já carregava no meu caminho de solidão.

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