segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Crises existenciais VII

Não vás... A sério, não vás. Fica. Eu não sou ninguém para o pedir, mas fica. Faz-me acreditar. Faz com que valha a pena o esforço, com que eu perceba o porquê das lágrimas, dos sonhos, dos devaneios. O tempo corre e eu paro a olhar para ele, a contá-lo, a marcar no calendário os dias que faltam para o grande dia. E sabes o que descubro? Que o perdi. Perdi demasiado tempo. Fugiu-me por entre os dedos, fugiu em cada pestanejar. E sabes o que percebo? Que em cada ida, em cada ausência, mais tempo perco. Não, não quero perdê-lo mais. Quero fechar os olhos e saber-te aqui, sentir-te aqui, mesmo que não estejas. Podes ir, deves ir, tens de ir, mas fica.

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