quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Não enganem as criancinhas!

O tempo em que a Matemática era uma coisa de contas, na qual contas eram números e números eram o 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e por aí fora, já lá vai longe.
Se eu mostrar o meu caderno de Matemática a uma criança ela vai-me pedir que lhe conte aquela história pois, no meio de linhas e linhas de logarítmos, limites, combinações, arranjos e números de Neper, ela não vai descobrir os verdadeiros números! E o que é que eu lhe posso dizer? Que a Matemática que ela conhece é uma fingida, que se fez passar por números durante anos e anos mas, na verdade, é Português. Que um número mais outro pode não dar outro número mas tender para outro número, ou seja, que se chega mesmo, mesmo a ele mas nunca lhe chega, efectivamente, a tocar (tipo "o ar é de todos", tás a ver?). Que o "infinitos para sempre" tanto existe que dois rebuçados a dividir por zero meninos dão um infinito de rebuçados (olha que maravilha, toca a ser egoístas!). Que esta gaja gosta de apanhar altas bebedeiras ao ponto de inventar números imaginários e de se deixar cair para que nós, pobres coitados sem nada a ver com o assunto, tenhamos que levantar indeterminações sobre ela como se fossemos polícias.
Por isso, crianças, não se deixem iludir e acordem para a vida enquanto em vou "acertar contas" aqui com esta malandra...

4 comentários:

  1. Inês, era matá-la e dizer que se morreu, diz lá que não? :p

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  2. E tu queixas-te da matemática quase sem saber nada sobre ela. (verdade seja dita que eu também não sei, andei a estudá-la mas aprendi muito pouco) Eu um dia destes mostro-te os meus cadernos de cálculo 1 e cálculo 2 e álgebra e depois vais ver que linda é a história...

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  3. Bruna, acredito que sim :s. Mas mudei de táctica. A Matemática agora deixou de ser minha conhecida e vai ser a minha melhor amiga, dê por onde der! :)

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