Prometo que vou fazer tudo para voltar a ser a menina que era e que tu sempre trataste como uma filha, como um pedaço de ti. Prometo que vou ser forte e tentar dar sempre a volta por cima, como tu. Prometo que vais olhar para mim na rua e pensar que eu sou feliz. Prometo que não te vou desiludir nem magoar mais, nem vou mais afastar as pessoas de mim (muito menos aquelas que gosto). Prometo que vou tentar procurar a alegria em mim, a bondade e acabar com esta agressividade toda. E prometo que vou tentar não chorar mais (só agora, pois é inevitável), porque cada vez que for para o fazer prometo que me vou lembrar de ti a limpar as minhas lágrimas e a dizer: "Não chores, porque chorar faz rugas".quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Promessas
Prometo que vou fazer tudo para voltar a ser a menina que era e que tu sempre trataste como uma filha, como um pedaço de ti. Prometo que vou ser forte e tentar dar sempre a volta por cima, como tu. Prometo que vais olhar para mim na rua e pensar que eu sou feliz. Prometo que não te vou desiludir nem magoar mais, nem vou mais afastar as pessoas de mim (muito menos aquelas que gosto). Prometo que vou tentar procurar a alegria em mim, a bondade e acabar com esta agressividade toda. E prometo que vou tentar não chorar mais (só agora, pois é inevitável), porque cada vez que for para o fazer prometo que me vou lembrar de ti a limpar as minhas lágrimas e a dizer: "Não chores, porque chorar faz rugas".terça-feira, 6 de setembro de 2011
"Ainda vais a tempo de ir para Medicina"
Não, não vou. Não vou porque não quero e ponto! Talvez um dia, quem sabe. Agora não! Lamento que a cara das pessoas seja de "Coitada, vai para o desemprego..." quando digo que estou em Fisioterapia. Sim, foi primeira opção, porque Medicina não me quis. Melhor assim, porque gosto do que faço e agora quem não a quer sou eu. "O problema é esse, é que depois as pessoas gostam, mas ainda vais a tempo." E isso é problema?! Isso devia ser a salvação! O que falta para aí é pessoas que não gostam do que fazem (e por isso, diga-se, são maus profissionais). Se tiver de ficar fora de Bragança, fico! Se tiver de ir para fora do Porto, vou! Se tiver de sair de Portugal, saio! Se um dia calhar e achar que devo fazer Medicina pois então aí farei. Estou em Fisioterapia porque quero, porque gosto e vou lutar pelo meu curso. As pessoas têm é de se desacomodar e batalhar pelo que querem, não simplesmente ir pelo que a sociedade quer e diz ser melhor. Nós também temos quereres, bolas! E devemos a nós próprios e ao mundo sentirmo-nos realizados! Se isto não fosse verdade e eu achasse que não valia a pena não ia amanhã para uma clínica, às nove da manhã (sim, ainda estou de férias), só para ver um caso de uma criança com paralisia cerebral (não, ainda não dei neurologia) simplesmente porque sim, porque quis fazer um pequeno estágio de observação por mim, para mim, para ver, contactar e, de certa forma, sentir na pele aquilo que um dia foi a minha escolha e no futuro será a minha vida. Desculpem se vivo num mundo "ideal"...
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domingo, 4 de setembro de 2011
"Não foi uma grande participação no atletismo..."
Foi com estas palavras que acabou o telejornal da noite. São palavras tipo estas que me irritam profundamente! Eu não percebo muito de desporto, sou uma mera espectadora e foi como espectadora que assisti a diversas provas deste mundial de atletismo em Daegu. Foi também como mera espectadora que sorria ao ver os nossos portugueses fazer boas marcas e sorrir no fim, ao contrário de muitos que nem um sorriso esboçavam de prazer ou felicidade pelo que faziam. "Nós" não, nas diversas modalidades mostrávamos garra, optimismo, determinação, prazer e orgulho pelo que estava a ser feito. E depois vêm-me cá dizer que "não foi uma grande participação no atletismo"? Foi mau, queres ver?! Ficar em 5º num mundial não é só "não chegar às medalhas" como dizia o jornalista, lamento. Ficar em 5º não é o mesmo que ficar em 10º, não me lixem! Ficar em 5º é estar quase lá. Ficar em 5º com uma marca conseguida no 1º ensaio não deve ser assim tão mau (digo eu, na minha inocência). E o percurso para trás? As qualificações, as lesões, as condicionantes, o apoio de todo um país? Pois, se calhar o problema está aí... Não há um árbitro para culpar aqui. Nem que houvesse, o Zé Povinho estava mais preocupado com os milionários do futebol do que com aqueles que levam constantemente o nosso nome ao mundo. E quem diz o atletismo diz outro desporto qualquer. Porque desporto, meus caros, é muito mais do que futebol. Sorry.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Mais um...
"Não esperes por mim."
Não liguei,
não quis saber e, pela primeira vez,
fui contra o que querias.
Esperei...
Dias e dias passaram.
Horas, minutos e segundo em que
entre fotos e vídeos e filmes e canções
guardei, relembrei, senti e chorei emoções.
Sim, esperei.
Se fiz bem, não sei...
Um dia o saberei,
quando fores tu a esperar por mim.
Joana Seca
01/09/2011
01/09/2011
P.S. - O meu blogue de poesia vai "fechar portas", pois está a ganhar poeira. Desta feita, a seu tempo, os poemas que lá tenho virão todos para aqui.
Acontece-me
Às vezes, quando estou deitada, entrelaço as mãos. Sabe-me bem, antes de dormir, sentir o meu peso sobre o braço e as mãos entrelaçadas. Faz-me sonhar realidades antigas...
Dizem que quando não desistimos de algo é porque, de alguma forma, ainda queremos acreditar. Talvez sim. Talvez não...
Dizem que quando não desistimos de algo é porque, de alguma forma, ainda queremos acreditar. Talvez sim. Talvez não...
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente.
E sem desassossegos grandes.
(Fernando Pessoa)
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