quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Apetites (Take 11)


Juro que às vezes me apetecia desistir de tudo, do curso, da escola, das novas amizades, dos sonhos, de ser a menina de dezoito anos independente, de tudo o que consegui e construí até agora.
Só queria um autocarro, ir para casa e meter-me no meio dos meus pais como quando era pequenina...

sábado, 20 de novembro de 2010

Crises existenciais XIV


Os verdadeiros amigos contam-se pelos dedos da mão?
Sim, agora percebi porque é que existem pessoas manetas.



Tenho dedos? Pois, um dos muitos defeitos de fabrico...




terça-feira, 16 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

...
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho
Não sou nem quero ser o seu dono

É que um carinho às vezes cai bem

...
Quando a gente gosta

É claro que a gente cuida
Fala que me ama

Só que é da boca pra fora

Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?

Sozinho
, Caetano Veloso.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Frase-chave #8


"É bom saber que tens ciúmes. Quer dizer que gostas de mim.",
de(le)

domingo, 7 de novembro de 2010

Sabe bem...

... andar de carro sozinha pela cidade à noite (pela primeira vez).

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Para ti avô...

... e para todos os outros que "se morreram" aos seus entes queridos.

"Sentimos a partida dos que nos morrem na medida em que os amámos. Dir-se-ia que precisamos deles para respirar, porque não se trata de um eu que chora e de um tu que morreu, mas de um nós; por isso os sentimos mais próximos do que um abraço. Mas é diferente. Perdemos a possibilidade de os ouvir, de lhes dizer o tanto que devia ainda ser dito. E as lágrimas são-nos necessárias para que a dor nos não sufoque. Precisamos de chorar. Temos razões para o fazer porque sofremos com a perda de um amor que cultivámos, cuidámos, construímos e é parte de nós. O outro que morre, quando amado, morre para quem o ama e, curiosamente, nenhuma experiência na vida o torna tão intensamente presente no íntimo de quem o ama como quando morre."
(Morreste-me, de Secretariado Diocesano de Pastoral da Cultura . Porto)

Ainda para ti, avô, desculpa se nunca percebi muito bem o significado da Morte, se não tive sequer reacção face à tua. Quero que saibas que, independentemente das reclamações que fazia quando me abraçavas com força, quando me chateavas por causa da caligrafia ter de ser bonita, adorava quando me ensinavas a tocar "pedras" e me mostravas os teus livros antigos. Sim, gostava de ti. Sim, recordo-te e continuarei a recordar-te. Já lá vão quatro primaveras...
"Agora vemos em espelho e de
maneira confusa, mas, depois,
veremos face a face."
(
Iº Cor I3)