... e para todos os outros que "se morreram" aos seus entes queridos.
"Sentimos a partida dos que nos morrem na medida em que os amámos. Dir-se-ia que precisamos deles para respirar, porque não se trata de um eu que chora e de um tu que morreu, mas de um nós; por isso os sentimos mais próximos do que um abraço. Mas é diferente. Perdemos a possibilidade de os ouvir, de lhes dizer o tanto que devia ainda ser dito. E as lágrimas são-nos necessárias para que a dor nos não sufoque. Precisamos de chorar. Temos razões para o fazer porque sofremos com a perda de um amor que cultivámos, cuidámos, construímos e é parte de nós. O outro que morre, quando amado, morre para quem o ama e, curiosamente, nenhuma experiência na vida o torna tão intensamente presente no íntimo de quem o ama como quando morre."
"Sentimos a partida dos que nos morrem na medida em que os amámos. Dir-se-ia que precisamos deles para respirar, porque não se trata de um eu que chora e de um tu que morreu, mas de um nós; por isso os sentimos mais próximos do que um abraço. Mas é diferente. Perdemos a possibilidade de os ouvir, de lhes dizer o tanto que devia ainda ser dito. E as lágrimas são-nos necessárias para que a dor nos não sufoque. Precisamos de chorar. Temos razões para o fazer porque sofremos com a perda de um amor que cultivámos, cuidámos, construímos e é parte de nós. O outro que morre, quando amado, morre para quem o ama e, curiosamente, nenhuma experiência na vida o torna tão intensamente presente no íntimo de quem o ama como quando morre."
(Morreste-me, de Secretariado Diocesano de Pastoral da Cultura . Porto)
Ainda para ti, avô, desculpa se nunca percebi muito bem o significado da Morte, se não tive sequer reacção face à tua. Quero que saibas que, independentemente das reclamações que fazia quando me abraçavas com força, quando me chateavas por causa da caligrafia ter de ser bonita, adorava quando me ensinavas a tocar "pedras" e me mostravas os teus livros antigos. Sim, gostava de ti. Sim, recordo-te e continuarei a recordar-te. Já lá vão quatro primaveras...
maneira confusa, mas, depois,
veremos face a face."
(Iº Cor I3)
veremos face a face."
(Iº Cor I3)
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